Você vai ser rejeitado, e tá tudo bem com isso!

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Se alguma vez na vida você já ouviu algo parecido com a frase: ”não é você, sou eu.” Você sabe o que é se sentir desvalorizado por alguém ( aô sofrência hahaha). Eu me lembro do dia em que atendi o telefone com o coração carregado de boas expectativas sobre um relacionamento, e terminei a ligação ouvindo algo como “você é boa demais pra mim, mas não é pra mim… ”, Oi? Eu odeio essa frase! Ele realmente não era o homem certo pra mim, mas naquela noite, do outro lado da linha, isso pouco me importava, não queria ser melhor que ninguém, só queria ser a escolhida. Fiquei até sem ar, ali chorei, pela primeira vez entendi a dor de um coração partido.

A rejeição é um dos sentimentos mais difíceis de lidar. São aqueles momentos em que queremos ser aceitos e não somos. Simplesmente, não somos! Pode acontecer com amizades também, na família ou até na vida profissional. Na vida estamos completamente suscetíveis a isso. Se fizermos o nosso alvo de vida nunca sermos rejeitados, então, nunca seremos verdadeiros também.

Sabia que algumas pessoas sabotam as oportunidades em suas vidas por causa do medo de serem rejeitadas, elas reprimem sentimentos, pulam fora de relacionamentos, só para não correr o risco de terem que atender um telefonema como o que recebi naquele dia. Pedem demissão do emprego, pra não passar pelo constrangimento de serem demitidas. Desejam estar um passo a frente dos acontecimentos de suas vidas, com isso limitam suas oportunidades na vida e se tornam pessoas fracas. Não podemos desistir do que queremos e acreditamos por medo de sermos rejeitados.

Os fracos não são os rejeitados, os fracos são os que nunca se permitiram encarar a rejeição. Eu me lembro quando estava sexta-série, morando em Curitiba, meus pais me transferiram para uma escola mais perto de casa, porque havíamos mudado do bairro Pilarzinho para o Guabirotuba “Guabi”, como chamamos até hoje. Eu amei o bairro de ruas largas e a casa nova, pela primeira vez eu e Amanda, minha irmã, não dividiríamos o quarto. A maioria dos irmãos ficaria empolgado com isso! Estava tudo bem, até que as aulas no novo colégio começaram. Eu sai de um colégio onde todos me conheciam com amizades consolidadas e me tornei a “aluna nova”, em uma turma onde a maioria dos alunos já estudavam juntos, por si só isso já é desafiador, mas pra completar, esse grupo de três garotas populares, começou a ficar incomodado com a minha presença e decidiram deixar claro que eu não era bem vinda. Na verdade, uma delas em especial, as outras só seguiam o fluxo. Eu me lembro desse dia que passaram perto de mim no recreio, oferecendo chicletes, e eu aceitei. Em seguida, uma das meninas jogou longe e gritou, “vai pegar!” Eu fiquei chocada, e não fui pegar, óbvio. Você precisa saber que eu sou uma garota legal, eu sempre fui, eu já era naquela época, um pouco ingênua pelo visto! Aquilo era totalmente injusto. Eu não merecia e nunca tinha estado desse lado da vida antes – do que não é aceito no grupo , definitivamente não tinha criado anticorpos para aquela situação. Cheguei em casa chateada, queria mudar de escola! Minha mãe não deixou, pelo menos não até me ensinar a encarar a situação.

Me lembro como se fosse hoje, eu sentada na mesa da cozinha, conversando com a minha mãe, entre outras coisas, ela me falou sobre o ensinamento de Jesus , registrado em Mateus 5 , “ amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem”. Era a primeira vez que eu, aquela garotinha, enfrentava as “inimigas” e de alguma maneira, aquela proposta despertou em mim uma coragem, despertou a bondade e ascendeu um propósito maior em meu coração! Então combinamos que eu iria tentar uma postura diferente, e dali um tempo avaliaríamos a situação.

Eu comecei orando pelas meninas que me destratavam, mas depois peguei gosto pela coisa, e orava por toda escola, eu me lembro que todos os dias quando eu avistava do escolar o portão das escola, eu abençoava o lugar e agradecia!

A minha nova postura com relação ao colégio, foi a de pertencimento. Eu entendi que tinha um espaço que era meu ali e eu iria ocupar. Fui fazendo amigos, e um tempo depois as coisas melhoraram. Eu até comecei a fazer uma reunião de oração com as minhas novas amigas no final da aula. Já tínhamos feito algumas vezes quando, pra minha surpresa, a minha “inimiga mor” perguntou se poderia participar do meu grupo, ela havia descoberto que a mãe estava com câncer e queria saber se eu poderia orar com ela. Eu queria que tivesse sido sobre melhores circunstâncias, mas daquele dia em diante, nos tornamos melhores amigas. Eu nunca mais esqueci dos aprendizados que fiz na 6ª série, tirando a matemática – essa ainda não aprendi.

A rejeição não define o teu valor. Correndo atrás da aceitação de muitos, perdemos a revelação de que já vivemos aceitos por Deus.

De coração pra coração, Alle Monteiro.

Fonte: Eu escolhi esperar

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5 comentários:

  1. OI Thalita, um ótimo texto. Lidar com a rejeição é mesmo muito difícil. Exige muito aprendizado, muita força, muita vivência. O texto é uma apoio muito bom para quem passa por esse sentimento. A superação através da oração é um ótimo caminho.
    beijos
    Chris
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  2. Eu entendi que não é 100% das pessoas que irão gostar de mim, e isso foi bem confortante.

    Ótimo post!
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  3. Oi Thalita, tudo bem?
    Que o medo da rejeição nunca seja maior que a coragem de tentar. :)
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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  4. adorei seu post, nao tem como nao se identificar com essa situação da rejeição pq td mundo já passou e vai passar por isso... temos que ser fortes e seguir em frente

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