26 de abril de 2015

Você está doente


Doente precisa de remédio. Simples assim. Aprendi com minha mãe que nem todo remédio é bom, gostoso, tipo chá com limão. Alguns são amargos como boldo, amarram a boca, dá enjoo. Quando era pequena eu não queria tomar e ela me dizia que não tinha como sarar e eu contra-argumentava que não era minha culpa ter ficado doente ao que ela ensinava: nem sempre é, mas aqui nesse mundo sofremos coisas que nem sempre provocamos, pois estamos todos interligados. Um pai que bebe e espanca a mãe, atinge a vida do filho, ainda que este nem saiba do ocorrido. Um viciado em drogas na família afeta todos ao redor, ainda que tenha tido uma boa educação e os pais sejam exemplares.

Só que este negócio de doença me intriga, sempre me intrigou. Quando alguém fala de alguma mazela, fico querendo saber o que fez, quando fez, tentando entender. Pergunto dos tratamentos, da possibilidade de cura, da orientação do doutor. Sou do tipo que adora chás, mastiga ervas e acredita que um semana de sucos e frutas pode resolver muita coisa. E que um jejum semanal faz milagres! Sou mesmo natureba. Não tanto quanto gostaria ou deveria, mas o suficiente para valorizar o poder de cura deixado fácil para os seres humanos como lição de paciência. Lição meio esquecida, aliás, com estes comprimidos de “alívio rápido” que viram muletas de um sem número de pessoas que só quer se livrar da dor tópica, sem querer entender o que a provoca recorrentemente e como estancar o problema.

É que esta coisa de pensar no problema, mudar hábitos, leva tempo e todos achamos que não temos tempo para nada. Outra mentira moderna. Claro que temos! Temos tempo para tudo o que achamos que é importante, que gostamos. Temos tempo para trabalhar, para ver filmes, jogar no celular e ficar nas redes sociais. O tempo estranhamente faz “puft” quando se trata de ler algo edificante, fazer o culto ou exercício. Deve ser algum ladrão interplanetário que rouba o tempo de uma turma aí…

Falando em tempo, minha mãe dizia que ele curava também. Demorei alguns anos para entender isto, acho que ele curou parte da minha ignorância talvez. Né? Mas tem uma coisa que precisa para se curar: saber que está doente. Claro! Se não me dou conta da doença, acabo morrendo com o remédio à disposição. Tem gente que é assim. Meu pai mesmo, diz que nunca vai no médico porque quando vai acaba sempre achando alguma coisa e prefere morrer sem saber do quê. Vai entender! Assim é a gente, doente do mal, cheio de pecado, precisando de um remedinho para atacar este câncer e sem buscar O Remédio. Ou você acha que é 100% são? Acho que não.

Como num hospital com contaminação por bactérias fortíssimas, estamos todos à deriva numa terra infectada com o vírus devastador do pecado. Contudo, para buscar A Cura, preciso me dar conta das minhas mazelas, das minhas chagas, da minha deficiência. Não sei qual o nível da sua doença, todavia sei que O Remédio cura tudo, sem contraindicação. E, bom… quando você descobre algo milagroso, não sai e conta para o vizinho que sofre do mesmo mal? Compartilhar um chá, uma receita “mágica” ou aquela descoberta incrível, quem nunca? Que tal contar que há solução para alguém precisando do remédio do perdão? E se o doente é você, fica tranquilo, O Remédio já te vê.

Existe um remédio do qual todos precisamos!

Texto escrito por Fabiana Bertotti, veja o blog dela aqui

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